Nadar e flutuar podem ser tão velhos quanto a nossa existência, no entanto flutuar numa cápsula com água morna densa em sais de Epsom em ambiente de gravidade zero foi inventado pelo Dr. John Lilly enquanto questionava o funcionamento da mente.
Decorria o ano de 1954, e o mundo científico colocava a questão:
“O que acontece à mente quando se remove o estímulo do mundo externo?”
Muitos cientistas ponderavam o que aconteceria aquando do isolamento de todo o estímulo sensorial e interacção com o mundo exterior. Os cientistas da escola “comportamental” argumentavam que “o cérebro é um órgão que reage a estímulos”. Assim sendo, com a eliminação de todo o estímulo exterior, o cérebro iria cessar de funcionar, resultando num estado de coma ou num sono profundo sem sonhos.
Uma tese alternativa sugeria que, em estado profundo de isolamento de estímulo e interacção com o mundo, o cérebro iria continuar a funcionar e gerar experiências.
O Dr. John Lilly testou estas teses enquanto trabalhava no NIMH (National Institutes of Mental Health). Por várias tentativas e experiências ele foi eliminando os estímulos enquanto também eliminava os factores de desconforto e de stress. Assim nasceu a “cápsula de isolamento”.
Dr. Lilly descobriu que os estudantes que ele utilizava para efectuar a experiência adoravam flutuar, e conseguiam obter estados profundos de relaxamento equivalentes ao obtido só com anos de treino das técnicas clássicas de meditação.
A descoberta mais significativa publicada nos primeiros 3 papéis publicados em 1956, 57 e 58 era “que algures dentro do nosso cérebro, existe um mecanismo capaz de gerar experiências internas completamente independentes do mundo externo {…} A mente não perde consciência, nem fecha, ela cria novas experiências baseadas em impressões e memórias guardadas. A mente isolada torna-se mais activa e criativa”.
A NASA utilizou as cápsulas para simular o estado de gravidade zero do espaço, enquanto amadores começaram a construir cápsulas de flutuação permitindo a divulgação do trabalho do Dr. Lilly.
Ver relato da Wally Funk, que em 1961 pertenceu ao programa “Women in Space” da Nasa. A Wally conseguiu estar 10h e 35 minutos numa cápsula de isolamentos sem ter alucinações
Nos finais dos anos 70, os Doutores Peter Suefeld e Roderick Borrie, da Universidade de British Columbia, começaram a testar os efeitos terapêuticos da flutuação. Foram eles que definiram o âmbito da Terapia da Restrição do Estímulo Ambiental –TREA (originalmente: "Restricted Environmental Stimulation Therapy" -REST)
No final do século XX, já existiam vários produtores de cápsulas/ cabines de flutuação espalhados por todo mundo. As cápsulas de isolamento são referência na cultura popular, aparecendo em diversas publicações cinemáticas e televisivos.
Desde da sua criação têm sido numerosos os estudos e analises baseada na terapia da flutuação, alguns dos quais poderão ser consultados nestes links:
A crescente necessidade de libertar da confusão e stress relacionados com a vida moderna resultou numa nova consciencialização do consumidor sobre a importância do bem-estar. Neste contexto a flutuação tem sido cada vez mais procurada como tratamento natural, alternativo e não invasivo. Esta tendência resultou num crescimento significativo de centros de flutuação na Europa nos últimos 10 anos. Em consequência as cápsulas têm sido continuamente melhoradas de modo a permitir uma experiência agradável e confortável ao flutuante.
Nós usamos cápsulas Floataway pois sendo o maior fabricante na Europa deste equipamento, confiamos na experiência e qualidade deles.